O governo dos Estados Unidos estuda a possibilidade de aplicar novamente a Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A informação, divulgada pelo jornal britânico Financial Times neste domingo (16), indica que a medida é debatida em um momento de desgaste diplomático inédito entre os dois países.
A discussão sobre as sanções surge após uma operação da Polícia Federal realizada na última terça-feira (11), que teve como alvo as fontes de um jornalista responsável por reportagens envolvendo o ministro Flávio Dino. Segundo integrantes da administração de Donald Trump, a atuação do magistrado brasileiro teria desrespeitado o direito à liberdade de expressão, ponto central que motiva a possível punição.
A Lei Magnitsky permite que o governo norte-americano congele bens de indivíduos e proíba empresas dos EUA de realizar negócios com os sancionados. Caso a medida seja aplicada, o ministro enfrentaria restrições similares às que ocorreram entre julho e dezembro do ano passado, como a impossibilidade de utilizar cartões de crédito de bandeiras internacionais. Vale lembrar que, em dezembro de 2025, o governo dos EUA havia retirado uma punição anterior imposta ao ministro.
Embora a aplicação das sanções ainda não tenha sido confirmada, o cenário reflete uma escalada nas tensões bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. O impacto dessas medidas faz parte de um contexto mais amplo de instabilidade nas relações diplomáticas históricas entre as nações, que também envolve disputas recentes sobre tarifas comerciais e o status de autoridades diplomáticas.

