As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (10), o término das operações militares contra o Irã iniciadas no dia anterior. A ofensiva, coordenada pelo Comando Central americano (Centcom), teve como objetivo atingir infraestruturas estratégicas, como radares e sistemas de defesa, localizadas próximo ao Estreito de Ormuz, em uma medida descrita por Washington como uma resposta direta ao abate de um helicóptero Apache do Exército dos EUA ocorrido na última segunda-feira (8).
O conflito, que escalou rapidamente, envolveu o uso de munições de precisão disparadas por caças da Força Aérea e da Marinha americana. A operação foi justificada pelas autoridades dos EUA como uma ação de autodefesa proporcional, em retaliação a ataques anteriores que visavam forças militares americanas e embarcações comerciais que transitavam pela região do Golfo, intensificando a instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
Em represália aos ataques americanos, o governo iraniano, por meio da Guarda Revolucionária, afirmou ter disparado mísseis de longo alcance contra bases dos Estados Unidos situadas na Jordânia e no Bahrein. O Exército jordaniano confirmou a interceptação de cinco mísseis em seu território, enquanto o Kuwait também reportou a atuação de suas defesas aéreas contra alvos não identificados, elevando as preocupações globais sobre a expansão das hostilidades para outras nações da região.
Diante do cenário, Teerã declarou que a ofensiva dos Estados Unidos comprometeu os esforços de mediação internacional que buscavam estabelecer a paz entre os dois países. O Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou a escalada militar, classificando a ação como um obstáculo às negociações diplomáticas que estavam em curso, deixando incerto o futuro do cessar-fogo que vigora desde o início de abril e mantendo a tensão elevada no Estreito de Ormuz.

