As Forças Armadas dos Estados Unidos contestaram, neste domingo (12), o anúncio feito pelo Irã sobre o fechamento do Estreito de Ormuz. O Comando Central americano (Centcom) afirmou que a rota marítima, essencial para o comércio internacional, permanece aberta e que as embarcações continuam transitando normalmente pelo local, apesar das declarações contrárias emitidas pelas autoridades iranianas.
A polêmica começou após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informar que bloquearia a passagem por tempo indeterminado, justificando a medida como resposta a ataques americanos contra alvos militares em seu território. Em meio a esse cenário, um incidente foi registrado perto da Península de Musandam, onde a embarcação GFS Galaxy sofreu um incêndio após disparos de advertência. Autoridades de Omã confirmaram o resgate de 23 tripulantes, enquanto as buscas por uma pessoa desaparecida continuam.
A tensão na região escalou significativamente ao longo do dia com relatos de ataques iranianos envolvendo mísseis e drones contra diversos países do Golfo, incluindo Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Omã e Jordânia. O governo iraniano alega ter atacado bases e estruturas ligadas aos Estados Unidos, enquanto o comando americano reforça que está posicionado para garantir a liberdade de navegação e nega que o Irã tenha controle sobre a via internacional.
Diante da instabilidade, o cenário permanece incerto no Oriente Médio. Enquanto a Guarda Revolucionária mantém a promessa de manter o estreito fechado até a conclusão das operações americanas na região, os EUA reforçam que as forças militares estão preparadas para conter ameaças. A situação segue sendo acompanhada de perto, com autoridades locais e internacionais monitorando os desdobramentos dos ataques e o impacto no tráfego marítimo global.

