O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, removeu a Síria da lista de nações proibidas de importar ou exportar armamentos americanos. A decisão, anunciada oficialmente nesta quarta-feira (30), marca um novo momento nas relações diplomáticas entre Washington e Damasco, sob o governo do presidente sírio Ahmad al-Sharaa.
A medida foi concretizada por meio de uma alteração no Regulamento Internacional de Tráfego de Armas (ITAR), que controlava as restrições comerciais de defesa entre os dois países. Com a mudança, o Departamento de Estado americano passa a permitir que pedidos de transferência de artigos e serviços militares destinados à Síria sejam analisados individualmente, caso a caso, em vez de sofrerem uma negativa automática.
Essa flexibilização segue um movimento recente de reaproximação política entre as duas nações. Anteriormente, a Síria já havia sido retirada pela administração americana da lista de países classificados como promotores do terrorismo, um passo que, segundo as autoridades, visa incentivar a recuperação econômica e a estabilização do país árabe.
O secretário de Estado dos EUA formalizou a nova política comercial de defesa após aprovação interna em agosto de 2026. A partir de agora, a codificação desta mudança permite que o comércio de defesa seja conduzido sob novos critérios regulatórios, alterando significativamente o cenário de restrições que vigorava anteriormente sobre o território sírio.
