InícioBrasilBolsonaro e Michelle teriam omitido o recebimento pedras preciosas em Teófilo Otoni

Bolsonaro e Michelle teriam omitido o recebimento pedras preciosas em Teófilo Otoni

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A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) levantou provas de que Jair Bolsonaro (PL) e Michelle Bolsonaro (PL) receberam, respectivamente, um envelope e uma caixa com pedras preciosas em outubro de 2022.

Um e-mail da Presidência da República documenta que o ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro receberam um pacote contendo pedras preciosas enquanto estavam em Teófilo Otoni, Minas Gerais, em outubro de 2022.

O e-mail, enviado pelo segundo-tenente da Força Aérea Cleiton Henrique Holzschuk, que era o coordenador administrativo da Ajudância de Ordens da Presidência da República na época, afirma: “Em 27/10/2022, foi guardado no cofre grande, 01 (um) envelope contendo pedras preciosas para o PR (presidente da República) e 01 (uma) caixa de pedras preciosas para a PD (primeira-dama), recebidas em Teófilo Otoni em 26/10/2022. A pedido do TC Cid, as pedras não devem ser cadastradas e devem ser entregues em mão para ele. Demais dúvidas, Sgt Furriel está ciente do assunto.

Bolsonaro visitou Teófilo Otoni em 26 de outubro de 2022, durante o segundo turno da campanha eleitoral contra o agora presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O procedimento padrão para presentes recebidos por qualquer presidente da República inclui um processo de cadastro. Os bens ficam sob a responsabilidade da Diretoria de Documentação Histórica, uma parte do gabinete da Presidência. Esse órgão avalia quais itens devem ser incluídos no acervo pessoal do presidente e quais devem ser incorporados ao patrimônio da União – apenas os itens do segundo grupo são avaliados quanto ao seu valor. A lista não informa o valor dos itens.

Durante seu mandato, Bolsonaro recebeu mais de 19 mil presentes. A lista oficial desses presentes revela que, em Teófilo Otoni, ele recebeu uma placa do Sindicato Rural da cidade, um quadro e o livro “Cinco minutos com Jesus”, oferecidos por apoiadores, bem como um item da Indústria e Comércio Mate Cola LTDA.

Em 2021, o governo Bolsonaro tentou introduzir ilegalmente no Brasil um conjunto de joias composto por colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes da marca Chopard, de valor milionário. Inicialmente, esses itens foram apresentados como um suposto presente do governo da Arábia Saudita para Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.

O tenente da Marinha Marcos André Soeiro, que anteriormente assessorava Bento Albuquerque, almirante de esquadra da Marinha e então ministro de Minas e Energia, tentou trazer essas joias para o país, mas elas foram apreendidas no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

A assessoria de Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o caso das pedras preciosas.

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