O ex-secretário de Educação de Nova Olinda, José Raimundo Neto, conhecido como Dedé de Lula, rompeu o silêncio após ser desligado da gestão municipal. O professor, que ocupou o cargo por um ano e oito meses, participou de uma entrevista onde comentou os motivos por trás de sua saída e o clima político que envolvia sua permanência na pasta. A exoneração, que levantou questionamentos na região do Vale do Piancó, traz à tona discussões sobre a autonomia de cargos de confiança.
Durante a entrevista, Dedé de Lula enfatizou que entende a natureza técnica e política do cargo comissionado, reforçando que a decisão de nomear ou exonerar integrantes do primeiro escalão cabe exclusivamente ao prefeito. O ex-gestor afirmou manter a tranquilidade quanto ao seu desligamento, destacando que sua trajetória é pautada pelo trabalho e pela honestidade, sem guardar sentimentos de amargura ou raiva pelo encerramento de sua gestão na secretaria.
Ao aprofundar sobre o contexto de sua saída, o ex-secretário mencionou que sua postura independente pode ter causado desconforto interno. Segundo ele, existiam expectativas de que sua atuação na pasta fosse alinhada a interesses que ele considerava contrários ao seu perfil profissional. Dedé de Lula afirmou que não aceitou ser influenciado por pressões externas, defendendo que sua gestão focou estritamente no cumprimento de suas atribuições técnicas e na busca por resultados educacionais para o município.
O episódio ilustra a tensão comum em cargos de livre nomeação, onde as escolhas administrativas frequentemente esbarram em articulações políticas locais. O ex-secretário reforçou que, ao assumir a pasta, priorizou o estudo das responsabilidades do cargo para evitar interferências. O caso segue como um ponto de atenção no cenário político de Nova Olinda, enquanto o ex-gestor reforça seu histórico de liderança e nega ter atuado conforme as expectativas de terceiros durante o período em que esteve na administração.
