A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um novo alerta sobre o cenário de doenças respiratórias no Brasil. O boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (8), aponta uma tendência de crescimento nacional nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao rinovírus, ao metapneumovírus e ao Sars-CoV-2, exigindo atenção das autoridades e da população.
A SRAG é uma condição que exige cuidados hospitalares e pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. De acordo com o levantamento, enquanto casos de vírus como o VSR (Vírus Sincicial Respiratório) e a influenza B estão em queda, outros patógenos apresentam circulação ativa. Embora os novos registros semanais de covid-19 ainda permaneçam em níveis baixos, os pesquisadores reforçam a necessidade de manter a vacinação em dia para os grupos prioritários.
O impacto da circulação desses vírus varia conforme a região e a idade. Alagoas, Roraima e Sergipe estão em níveis de alerta ou alto risco, com um aumento notado principalmente em crianças e adolescentes. Já nas estatísticas nacionais, o estudo destaca que as crianças de até dois anos sofrem maior incidência da síndrome, enquanto a mortalidade por complicações respiratórias concentra-se na população com 65 anos ou mais.
Para enfrentar este cenário, a Fiocruz recomenda que a população priorize a atualização da carteira de vacinação contra a covid-19. No caso específico de gestantes, a orientação é reforçar a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório. O monitoramento das unidades federativas e das capitais continua sendo realizado pelo InfoGripe para identificar possíveis novas mudanças no quadro epidemiológico das próximas semanas.
