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França veta acordo Mercosul-UE por preocupações ambientais e agrícolas

Emmanuel Macron, France's president, at the digital sovereignty summit in Berlin, Germany, on Tuesday, Nov. 18, 2025. European politicians are pushing for regulators to loosen the reins on the region's banks as their economies contend with massive needs to invest in defense, digital technology and the prevention of climate change. Photographer: Krisztian Bocsi/Bloomberg via Getty Images

A França anunciou que votará contra o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), expressando preocupações em relação ao impacto ambiental e à agricultura. A decisão foi comunicada em Paris e pode influenciar a aprovação do tratado, que envolve países da América do Sul e da Europa. O tema é relevante porque o acordo busca integrar economias e facilitar o comércio, mas enfrenta resistência devido a questões sociais e ambientais.

O acordo Mercosul-UE, em negociação há anos, pretende reduzir tarifas e abrir mercados entre os blocos econômicos. Países do Mercosul como Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai esperam aumentar as exportações agrícolas. Por outro lado, algumas nações europeias temem que o tratado prejudique produtores locais e incentive o desmatamento na Amazônia. A França destaca justamente esses riscos ambientais e o impacto na produção agrícola interna como motivos para seu voto contrário.

Além dos aspectos ambientais, o acordo gera debate sobre padrões de qualidade e proteção a pequenas propriedades rurais, além de temas como direitos trabalhistas. A oposição da França pode atrasar a ratificação do pacto, que precisa da aprovação dos 27 países da UE para entrar em vigor. O impasse mostra as dificuldades de alinhar interesses econômicos e de sustentabilidade entre blocos com realidades distintas.

O futuro do acordo ainda é incerto diante da resistência francesa e das preocupações ambientais globais. A reação pode levar a renegociações ou a novos compromissos para garantir mais mecanismos de fiscalização e proteção socioambiental. Enquanto isso, o comércio entre as regiões segue regulado por sistemas anteriores, e as negociações continuam em foco no cenário internacional.

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