O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o trancamento da principal ação da Operação Calvário que envolve o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT). A decisão foi anunciada no dia 9 de janeiro de 2026 e representa um marco importante no caso, que investiga supostos desvios de recursos públicos. A medida causa impacto direto no andamento das investigações, sem encerrar completamente o processo, o que mantém o interesse público ativo no assunto.
A decisão de Gilmar Mendes baseou-se no entendimento de que a denúncia contra Ricardo Coutinho depende essencialmente de delações premiadas, sem apresentar outras evidências autônomas que sustentem de forma sólida as acusações. Segundo o ministro, essas colaborações, feitas por pessoas que buscavam benefícios judiciais, não podem ser o único fundamento para o prosseguimento da ação penal. A Operação Calvário apura uma organização que teria desviado dinheiro público, envolvendo também ex-secretários e deputados estaduais.
Além do ex-governador, figuram como investigados nomes como Waldson Souza, Gilberto Carneiro, Márcia Lucena, Estela Bezerra e Cida Ramos. O ministro destacou que não foram encontrados elementos externos independentes que comprovem as acusações de maneira consistente, além dos relatos dos delatores. A fragilidade dos depoimentos premiados está ligada ao interesse dos colaboradores em obter vantagens judiciais, o que exige cautela por parte da Justiça para validar tais provas.
Com o trancamento da ação principal da Operação Calvário contra Ricardo Coutinho, as investigações terão que ser revistas em sua base probatória para que possam avançar legalmente. O caso permanece sob análise das autoridades competentes, e novos desdobramentos poderão surgir conforme os procedimentos judiciais continuem. Essa decisão reflete a importância do rigor no uso das provas para garantir a justiça e o devido processo legal em casos complexos de investigação criminal.
