O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu as primeiras respostas do Google e da Meta sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. O ministro-presidente da Corte, Nunes Marques, havia solicitado um relatório detalhado em 24 horas para verificar se o funcionamento do canal segue as normas legais vigentes. A medida atende a um pedido feito pela campanha do senador Flávio Bolsonaro.
O canal em questão é um importante braço da comunicação digital petista e possui cerca de 10 milhões de seguidores. O termo “big techs” refere-se às grandes empresas de tecnologia, neste caso, as responsáveis pelas plataformas citadas. O Google informou que não detectou manipulação nas buscas relacionadas ao movimento, afirmando que seus sistemas possuem mecanismos automáticos para identificar e bloquear tráfego artificial.
A empresa de buscas ressaltou ainda que os dados apresentados em suas ferramentas de tendências refletem o interesse de pessoas reais e não devem ser interpretados como pesquisas de opinião. Já a Meta, que é a controladora do WhatsApp, solicitou um prazo adicional de cinco dias para entregar um relatório completo e detalhado, conforme solicitado pelo ministro Nunes Marques.
Em uma declaração prévia, a Meta adiantou que, em uma análise inicial, os conteúdos publicados no referido canal não violam as políticas da empresa. A companhia também pontuou que parte das solicitações feitas pela defesa de Flávio Bolsonaro não se encaixa no escopo do procedimento atual ou não é verificável. O TSE deve analisar as informações enviadas para definir os próximos passos do caso.

