O Governo Federal anunciou um reajuste de 15,04% nos valores pagos pelo Bolsa Família. A medida, comunicada nesta quinta-feira (17), elevará o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. A alteração visa recompor o poder de compra das famílias atendidas frente ao acúmulo da inflação registrado desde 2023.
De acordo com o Ministério do Planejamento, o ajuste utiliza como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O benefício médio pago pelo programa também sofrerá alteração, passando de R$ 675 para R$ 777. As novas quantias começam a ser pagas aos 19,3 milhões de famílias beneficiárias a partir de outubro de 2026.
Além da mudança no valor mínimo, a tabela de repasses foi atualizada para incluir o Benefício de Renda de Cidadania de R$ 164 por integrante, o Benefício Primeira Infância de R$ 173 para crianças até sete anos e o Benefício Variável Familiar de R$ 58. O impacto financeiro estimado é de R$ 5,8 bilhões para este ano e de R$ 22 bilhões para o orçamento de 2027.
Para viabilizar o reajuste, o governo informou que remanejará recursos, utilizando sobras de verbas previstas para a Previdência Social. O Ministério da Fazenda reforçou que a medida está dentro das metas fiscais estabelecidas e que as alterações necessárias serão enviadas ao Congresso Nacional para atualização da Lei Orçamentária Anual (LOA).

