O governo federal planeja uma nova etapa do programa Desenrola focada em brasileiros que, embora estejam com as contas em dia, enfrentam um alto comprometimento da renda devido a empréstimos com juros elevados. O secretário de Reformas Econômicas da Fazenda, Régis Dudena, afirmou que o objetivo é atender famílias de baixa renda e trabalhadores informais que estão “com a água no nariz”, permitindo a troca de dívidas caras por opções mais baratas.
A iniciativa busca oferecer suporte a quem está pressionado financeiramente, mas ainda consegue manter o pagamento das parcelas. A estratégia envolve a utilização de políticas públicas para facilitar o acesso a modalidades de crédito com taxas de juros reduzidas, adaptando as soluções para o público que não possui acesso facilitado ao sistema de crédito formal ou ao consignado tradicional.
Durante o processo de renegociação, o governo utiliza o Fundo de Garantia de Operações (FGO) para incentivar as instituições financeiras a oferecerem taxas melhores. O mecanismo funciona com garantias específicas para cada operação, mas com travas de segurança para as carteiras dos bancos. Isso significa que, embora o fundo garanta o pagamento em caso de inadimplência, as instituições precisam manter uma gestão responsável para que a cobertura do FGO continue disponível.
O cenário atual reflete uma preocupação maior do governo com práticas abusivas no mercado de crédito. O planejamento prevê a continuidade de medidas de educação financeira, buscando levar conhecimento a um público amplo, para além de quem adere ao programa. O governo segue avaliando qual é a medida pública mais eficiente para garantir que esse suporte chegue a quem mais precisa de alívio no orçamento familiar.
