A greve dos bancários da Caixa Econômica Federal completou 12 dias e não possui previsão de término. A categoria decidiu manter a paralisação após rejeitar a proposta mais recente apresentada pela instituição financeira para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva da classe.
De acordo com a Contraf-CUT, a decisão de continuar com o movimento grevista foi consolidada após votação em 102 bases sindicais, incluindo capitais como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre. Apenas 30 bases foram favoráveis à proposta. O ponto central do impasse nas negociações gira em torno das mudanças no plano de saúde dos funcionários, o Saúde Caixa, especialmente no modelo de custeio e contribuições dos servidores.
A proposta recusada buscava alterar as alíquotas de contribuição e a participação do banco no financiamento do plano, com previsões que chegariam ao ano de 2027. Além das questões de saúde, o texto também abordava temas como premiações por metas, como o Super Caixa, mudanças nas regras de atendimento e compromissos sobre carreira e trabalho remoto. O banco chegou a propor um prêmio extraordinário de R$ 3 mil para os empregados, condicionado ao desempenho operacional de 2026.
Com a continuidade da greve, o atendimento presencial nas agências da Caixa permanece impactado em diversas regiões do país. O comando de greve segue em articulação para definir os próximos passos do movimento. Apesar da paralisação, a instituição informou que os canais digitais e remotos continuam ativos para que os clientes possam realizar transações e acessar benefícios sociais durante o período de negociação.
