O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, fechou em queda de 1,06% nesta quinta-feira, 29, atingindo 169.186,42 pontos na quarta sessão consecutiva de perdas. O mercado financeiro segue operando sob forte cautela e volatilidade, refletindo as incertezas econômicas e a reação dos investidores após o período eleitoral. Enquanto o mercado acionário acumula uma retração significativa desde o segundo turno, a moeda norte-americana também registrou forte oscilação ao longo do dia.
Desde o fechamento anterior ao segundo turno das eleições, o Ibovespa acumula uma perda de 17,5%, influenciado pela saída de investidores e pelas dúvidas em torno da futura política fiscal do país. No pregão desta quinta-feira, o volume financeiro negociado somou R$ 31 bilhões, com o índice oscilando entre a mínima de 168.765,35 pontos e a máxima de 171.402,97 pontos. Paralelamente, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,89%, cotado a R$ 5,387, após alternar entre os valores de R$ 5,343 e R$ 5,429.
A alta da moeda americana foi impulsionada durante a tarde por declarações do secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos, publicadas em rede social, afirmando que cortes de gastos não estão nos planos da nova gestão. No entanto, o dólar reduziu parte dos ganhos perto do encerramento dos negócios após informações veiculadas pela rádio CBN sobre possíveis definições na equipe econômica do governo. A sessão também foi marcada pelo desempenho negativo de grandes empresas e companhias do setor bancário na Bolsa.
Ações de grande peso no Ibovespa, como a Vale e a Petrobras, encerraram o dia no vermelho, com recuos de 2,17% e 0,59% nas preferenciais, respectivamente, pressionando o índice para baixo. Por outro lado, papéis como Gerdau, Embraer, WEG e Suzano figuraram entre as principais altas do pregão. O cenário econômico atual continua a exigir atenção dos investidores, que acompanham de perto os desdobramentos políticos e os próximos passos da política fiscal brasileira.

