Início Brasil Ibovespa despenca 13,88% e dólar dispara após reeleição de Lula

Ibovespa despenca 13,88% e dólar dispara após reeleição de Lula

O principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, fechou em queda de 13,88% nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, atingindo 176.608,23 pontos. Esta foi a maior perda percentual diária registrada desde março de 2020, período em que os mercados globais sofreram fortes impactos com o início da pandemia de Covid-19. A sessão foi marcada por intensa volatilidade e forte reação dos investidores, refletindo os desdobramentos políticos do país e gerando grande movimentação financeira ao longo de todo o dia.

A turbulência econômica levou a B3 a acionar o mecanismo de circuit breaker logo na abertura das negociações, paralisando as atividades por 30 minutos pela primeira vez em mais de seis anos. Durante o pregão, o índice oscilou entre a máxima de 205.088,74 pontos e a mínima de 169.516,43 pontos, enquanto o volume financeiro alcançou R$ 88,6 bilhões, cerca de três vezes a média diária habitual. A forte correção nos preços ocorreu após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu o segundo turno realizado em 25 de outubro com 51,75% dos votos válidos contra 48,25% de Flávio Bolsonaro (PL).

O resultado eleitoral gerou uma ampla reprecificação no mercado, fazendo com que 68 dos 76 papéis do Ibovespa encerrassem o dia no campo negativo. Os grandes bancos figuraram entre os principais alvos da pressão vendedora, com quedas expressivas registradas nas ações do Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e Itaú Unibanco. Os papéis da Petrobras também recuaram, pressionados tanto pelo cenário político quanto pela baixa nos preços internacionais do petróleo.

Por outro lado, empresas com receitas atreladas à moeda norte-americana beneficiaram-se da disparada de 8,2% do dólar e figuraram entre as altas da sessão. Companhias exportadoras como Suzano, Embraer, WEG e Vale registraram ganhos expressivos, contrariando a tendência de baixa generalizada do restante do mercado acionário brasileiro.

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