O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte otimismo nesta segunda-feira, 5, um dia após o primeiro turno da eleição presidencial. O índice Ibovespa fechou em alta de 7,70%, atingindo a marca de 206.911 pontos e estabelecendo novos recordes de fechamento e máxima durante a sessão. Simultaneamente, o dólar registrou sua maior queda diária em oito anos, recuando 4,12% e encerrando o dia cotado a R$ 5,001.
Este movimento reflete a reação dos investidores ao resultado das urnas, que colocou Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno. De acordo com os dados, Flávio Bolsonaro alcançou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O cenário eleitoral, que apresentou uma vantagem de cerca de dois pontos percentuais, foi interpretado pelo mercado como um sinal de possível alternância de poder, gerando expectativas por reformas estruturais e menor risco fiscal.
O volume financeiro negociado na B3 foi expressivo, alcançando R$ 79,3 bilhões, um valor três vezes superior a um pregão habitual, com o mercado ganhando mais de R$ 400 bilhões em valor total. Entre os destaques positivos, ações como Magazine Luiza, Cosan e B3 tiveram valorizações superiores a 20%. Em contrapartida, um grupo reduzido de empresas, incluindo Suzano e Embraer, fechou o dia em queda, mostrando um desempenho distinto do restante do mercado.
O desempenho eleitoral mostrou uma distribuição regional marcada, com Flávio Bolsonaro vencendo em quatro das cinco regiões do país, enquanto Lula liderou no Nordeste. Com o encerramento do primeiro turno, o foco do mercado e das campanhas agora se volta para a próxima etapa do pleito. A expectativa dos investidores permanece voltada para as definições políticas que ocorrerão até a votação final, buscando sinais sobre a condução econômica do país para os próximos anos.
