O principal índice da Bolsa brasileira fechou a sexta-feira, 6, com alta de 1,39%, atingindo 168.498,45 pontos. O resultado veio após um movimento de recuperação em relação ao dia anterior, quando o mercado registrou perdas ligadas à instabilidade nas bolsas internacionais. Durante o pregão, o indicador oscilou entre a mínima de 165.909,74 pontos e a máxima de 169.073,04 pontos, movimentando R$ 23,6 bilhões e acumulando um ganho semanal de 0,34%.
No cenário externo, a melhora nos negócios acompanhou a recuperação do setor de tecnologia nos Estados Unidos, atenuando o pessimismo recente. Internamente, os investidores acompanharam declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o compromisso com a responsabilidade fiscal, ao mesmo tempo em que aguardam o anúncio de medidas oficiais para o controle das contas públicas.
O desempenho das principais empresas negociadas na B3 teve variações mistas. Enquanto os papéis da Vale subiram 2,19%, as ações da Petrobras registraram quedas de 1,28% (PN) e 1,10% (ON). Entre os grandes bancos, o movimento foi majoritariamente positivo, com destaques para Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual e Itaú, enquanto o Santander fechou em baixa. Entre as maiores altas do dia, a Cosan liderou com avanço de 10,80% após notícias sobre negociações para a venda de participação na Compass.
Especialistas apontam que a alta refletiu uma correção técnica após o estresse financeiro global recente. Apesar da trégua nos mercados, analistas destacam que a atenção do empresariado e dos investidores continua voltada para os desdobramentos de futuras definições sobre o ajuste fiscal em Brasília, fator considerado essencial para o volume de negócios futuros.

