O mercado financeiro brasileiro encerrou a última sexta-feira, 17, com instabilidade e leve queda, fechando o pregão com o Ibovespa em baixa de 0,06%, aos 173.714 pontos. O cenário negativo foi impulsionado pelo aumento da aversão ao risco em escala global, refletindo o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e a repercussão de novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fatores que somaram uma perda acumulada de 2,33% para o índice ao longo da semana.
O desempenho dos ativos foi ditado por um ambiente de incerteza, onde investidores buscaram maior segurança financeira diante da falta de sinais de trégua diplomática entre Estados Unidos e Irã. Paralelamente, o anúncio de tarifas de 25% sobre exportações do Brasil gerou preocupações com o comércio exterior, levando o mercado a precificar possíveis medidas de reciprocidade e disputas tarifárias que impactam diretamente a economia local.
No mercado de câmbio, o dólar comercial acompanhou a tendência de valorização da moeda americana frente a países emergentes, encerrando o dia cotado a R$ 5,111, uma alta de 0,25%. Enquanto ações de empresas ligadas ao petróleo, como a Petrobras, tentaram sustentar o índice devido à disparada do preço do barril, setores sensíveis a taxas de juros, como o varejo, sofreram quedas, consolidando uma semana marcada pela alta volatilidade e pela redução da exposição estrangeira na bolsa brasileira.
O cenário de curto prazo permanece condicionado ao desenrolar das tensões geopolíticas, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz. Analistas destacam que a combinação entre o risco fiscal doméstico e o possível aumento da inflação, diante da pressão sobre os preços das commodities e dos juros, sugere um panorama de cautela para os investidores nos próximos dias, mantendo o prêmio de risco elevado na precificação dos ativos.
