A recente alta nos preços dos alimentos, registrada em setembro, tornou o custo de vida um tema central no debate eleitoral. Após um período de queda, itens básicos como tomate, batata e arroz voltaram a subir, pesando no orçamento das famílias brasileiras. Diante desse cenário, tanto o presidente Lula quanto o senador Flávio Bolsonaro apresentam estratégias distintas para tentar controlar a inflação e facilitar o acesso da população aos produtos nas prateleiras.
Para compreender o problema, é necessário analisar o impacto da inflação no dia a dia. Segundo dados do IBGE, a inflação oficial (IPCA) subiu 0,82% em setembro, enquanto a alimentação consumida no domicílio teve um avanço de 0,96%. Esse aumento é sentido diretamente pelo consumidor, que vê itens como o tomate disparar até 38% em um único mês, exigindo medidas urgentes de ambos os candidatos ao Palácio do Planalto.
A proposta de Flávio Bolsonaro concentra-se na redução do chamado “Custo Brasil”, termo que se refere ao conjunto de dificuldades estruturais e burocráticas que encarecem a produção e a circulação de mercadorias no país. O candidato argumenta que os custos logísticos nacionais, que representam 15,5% do PIB, estão muito acima dos 8,8% observados nos Estados Unidos, prejudicando o preço final desde a saída da lavoura até o comércio.
Por outro lado, o programa de governo de Lula foca no estímulo à agricultura familiar como forma de aumentar a oferta de alimentos no mercado interno. A expectativa é que, com maior produção, seja possível estabilizar os preços e reduzir o impacto da inflação. O embate entre essas duas visões econômicas reflete a preocupação dos candidatos em oferecer soluções para o endividamento das famílias e o retorno do poder de compra aos consumidores.
