O governo do Irã defendeu neste domingo, dia 27, que uma “solução negociada” é o único caminho possível para encerrar o conflito que teve início em fevereiro. A manifestação ocorreu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartar publicamente a proposta iraniana que visava à reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reforçou que a retomada da passagem pelo estreito está condicionada ao cumprimento de exigências estabelecidas pelo seu país. O plano, apresentado anteriormente por Araqchi na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), previa a reabertura da via em até uma semana após a efetivação de um acordo entre as duas nações.
Por outro lado, o presidente Donald Trump justificou a rejeição ao plano afirmando que as autoridades iranianas buscam um acerto apenas por estarem perdendo posições no conflito. Segundo informações reportadas pelo jornal The Wall Street Journal, o líder americano mantém um posicionamento cético quanto às reais intenções iranianas e avalia possíveis novas medidas após as eleições de meio mandato, previstas para o próximo dia 3 de novembro.
Apesar das tensões, analistas apontam que a continuidade do impasse ainda é incerta. Há relatos de que o governo dos Estados Unidos demonstra cautela em relação a novas operações militares de grande escala, priorizando a manutenção de seus estoques de munição para eventuais necessidades futuras em outros cenários de contingência.
