A publicação de 42 obras inéditas de escritores paraibanos oferece uma oportunidade de observar uma dimensão importante da atuação do governador Lucas Ribeiro: a atenção dedicada à cultura e às instituições que ajudam a preservar, produzir e difundir a identidade da Paraíba.
Não se trata apenas de apoiar a publicação de livros. A iniciativa revela uma compreensão de que o desenvolvimento de um estado também passa pela valorização de sua história, de sua memória e de sua produção intelectual. É uma dimensão que nem sempre recebe o mesmo espaço no debate público reservado às grandes obras e aos investimentos em infraestrutura, mas que tem importância direta na formação de uma sociedade.
Esse olhar para a cultura já havia aparecido em outras iniciativas do governo estadual. Em Campina Grande, por exemplo, foram anunciados investimentos em instituições e projetos culturais, incluindo apoio ao Instituto Histórico e Geográfico de Campina Grande, à Academia de Letras de Campina Grande, ao Museu de Arte Assis Chateaubriand e a eventos tradicionais da cidade. São ações que demonstram uma atenção que alcança não apenas a produção artística, mas também a preservação do patrimônio histórico e da memória coletiva.
É nesse contexto que a publicação das 42 obras ganha significado. Contemplando escritores de 22 municípios, o projeto amplia as oportunidades para autores que produzem fora dos principais centros e reconhece a diversidade de experiências e narrativas que compõem a literatura paraibana. A territorialização do edital também merece destaque, por permitir que escritores de diferentes regiões concorram dentro de seus próprios territórios.
O investimento de R$ 500 mil foi realizado pelo Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, em parceria com o Governo Federal. A ação evidencia a importância da cooperação entre as duas esferas de governo para ampliar o alcance das políticas culturais e criar oportunidades para quem produz conhecimento e arte.
Cada obra terá tiragem de 300 exemplares, totalizando 12.600 livros. Parte será entregue aos autores, enquanto exemplares também serão destinados à Empresa Paraibana de Comunicação e a bibliotecas públicas e comunitárias, ampliando a possibilidade de circulação dessas produções.
A solenidade de entrega aconteceu na quinta-feira (5), na Academia Paraibana de Letras, em João Pessoa, reunindo os escritores contemplados.
Há uma dimensão particularmente importante nessa iniciativa: quando o poder público reconhece o escritor, apoia a publicação de sua obra e cria condições para que ela chegue aos leitores, também está investindo na preservação da identidade de um estado. A literatura registra o tempo, guarda histórias e permite que diferentes gerações compreendam melhor suas origens.
É por essa perspectiva que a atenção de Lucas Ribeiro à cultura merece registro. A valorização da produção literária, somada ao apoio a instituições históricas e a diferentes manifestações culturais, coloca essa área entre as dimensões que ajudam a caracterizar a atuação de seu governo.
