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Lufthansa compra parte da TAP por R$ 7,3 bilhões

A companhia aérea alemã Lufthansa fechou a compra de uma fatia de até 49,9% da TAP, empresa de Portugal, em um negócio avaliado em 1,201 bilhão de euros, o que equivale a cerca de R$ 7,3 bilhões. Anunciada pelo governo português em 14 de outubro, a operação envolve uma das empresas estrangeiras mais importantes para o transporte aéreo internacional no Brasil, onde transportou quase 1,7 milhão de passageiros nos primeiros nove meses de 2026. A decisão, que superou uma oferta da Air France-KLM, marca o início de uma reorganização nas rotas entre a América Latina e a Europa. Com a conclusão do negócio, os passageiros brasileiros poderão encontrar novas facilidades em suas viagens.

Com a entrada do grupo alemão na estrutura acionária, a TAP continuará com o governo de Portugal como acionista controlador, enquanto as empresas trabalham para cumprir as etapas e obter as autorizações regulatórias necessárias. A importância dessa transação para o mercado brasileiro fica evidente nos dados da Agência Nacional de Aviação Civil, que apontam 7.754 decolagens e 1.679.725 passageiros transportados pela TAP em aeroportos do país entre janeiro e setembro de 2026. Esse volume reforça a posição da companhia portuguesa como a principal empresa aérea estrangeira focada exclusivamente em voos internacionais no Brasil, desconsiderando a Latam, que possui sede no Chile e também opera voos domésticos.

A força da TAP no Brasil está na sua estratégia de ligar diretamente diferentes regiões do país a Portugal, permitindo que os viajantes cheguem à Europa a partir de Lisboa sem a necessidade de passar por outros grandes centros aeroportuários brasileiros antes de deixar o território nacional. Essa malha aérea consolidada foi um dos principais atrativos para a Lufthansa, que já opera voos entre o Brasil e a Europa e agora poderá expandir sua presença no mercado sul-americano por meio de uma marca tradicional. A operação une a forte atuação da TAP nas rotas lusitanas à grande estrutura do grupo alemão, que inclui hubs em Frankfurt e Munique, além de companhias parceiras como Swiss, Austrian Airlines, Brussels Airlines e ITA Airways.

Na prática, a aproximação entre as empresas cria a perspectiva de ampliar as opções de itinerários e conexões para os passageiros que viajam entre o Brasil e o continente europeu. No entanto, especialistas e os próprios dados do negócio indicam que ainda não há previsão de novas rotas ou de redução nos preços das passagens aéreas. A extensão real dessas vantagens para o consumidor dependerá das definições comerciais e operacionais que serão adotadas após a formalização completa da compra, momento em que as companhias deverão alinhar horários e integrar suas respectivas redes de voos.

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