O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, nesta segunda-feira (20), o apoio do PDT à sua candidatura à reeleição durante convenção nacional realizada em Brasília. O evento, que marcou a formação da primeira coligação formal em torno de sua campanha, foi palco de discursos focados na soberania nacional e na postura do governo diante das relações com os Estados Unidos.
Durante o ato, Lula mencionou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, sugerindo que ele poderia coordenar um comitê de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário na disputa presidencial. O presidente reforçou que decisões sobre os rumos do país devem ser tomadas internamente pelos brasileiros, posicionando-se contra a busca de apoio internacional para influenciar a política doméstica.
O presidente do PDT, Carlos Lupi, confirmou que a legenda caminhará ao lado do PT já no primeiro turno das eleições de 2026. Em sua fala, Lupi destacou a trajetória de Leonel Brizola e afirmou que o apoio do partido se baseia em uma sintonia de valores, classificando a adesão como uma satisfação pessoal e uma medida de defesa da história nacional frente ao cenário político atual.
Atualmente, a candidatura de Lula conta com uma base composta por partidos de esquerda, como PSB, PSOL-Rede, PV e PCdoB. Paralelamente, a estratégia petista busca ampliar as articulações políticas para garantir a neutralidade de siglas do chamado centrão, como a federação União Brasil-PP e o Republicanos, visando fortalecer a coligação antes do pleito.

