A cidade de Manaus deu início a uma série de medidas preventivas para enfrentar os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño na região amazônica. Com foco na mitigação da seca e na prevenção de queimadas, a administração municipal aposta em monitoramento tecnológico e planejamento antecipado para proteger a população e reduzir os danos que costumam comprometer o abastecimento e a logística durante o período de estiagem.
Para identificar focos de calor com agilidade, a prefeitura utiliza drones equipados com sensores térmicos e dados do aplicativo SELVA, que monitora a qualidade do ar e a presença de fumaça. Essas ferramentas permitem a emissão de alertas em tempo real. Paralelamente, a campanha educativa “Queimada é Crime” busca conscientizar moradores e produtores rurais, reforçando o combate aos incêndios urbanos, que se tornaram um dos maiores desafios locais.
As ações são baseadas em previsões de especialistas internacionais, que apontam uma forte intensidade do fenômeno para o período entre o final de 2026 e o início de 2027. Diante da probabilidade de temperaturas elevadas e chuvas reduzidas, a prefeitura planeja o uso de caminhões-pipa para umedecer áreas críticas de vegetação. O trabalho conta ainda com o suporte técnico de boletins hidroclimáticos elaborados pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
O plano de contingência se baseia na experiência da Operação Estiagem anterior, que garantiu assistência a 55 comunidades ribeirinhas com o envio de cestas básicas, água potável e kits de higiene. A meta é garantir a segurança alimentar e o bem-estar dessas famílias antes que a baixa no nível dos rios dificulte o acesso a essas áreas, mantendo um cenário de prontidão diante das mudanças climáticas previstas.
