O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu publicamente a abertura de processos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista recente, o político argumentou que a medida seria necessária para frear o chamado “ativismo judicial”, termo utilizado para descrever situações em que o Judiciário ultrapassa suas competências constitucionais, interferindo nas atribuições do Legislativo e do Executivo.
Para Queiroga, a atual configuração do Judiciário necessita de uma reforma profunda para garantir que o órgão retorne estritamente ao seu papel constitucional. O ex-ministro afirmou que essa reestruturação é essencial para que o tribunal recupere o respeito da população, destacando que a atuação dos magistrados deve ser limitada às suas funções de guardiões da Constituição, sem invadir esferas de outros poderes.
Durante a entrevista, o ex-ministro mencionou especificamente o caso do ministro Alexandre de Moraes, afirmando existir justa causa para a instauração de um processo de apuração por crime de responsabilidade. Segundo ele, a análise de condutas de magistrados deve seguir os critérios legais previstos no Senado Federal, único órgão com competência para julgar esse tipo de denúncia contra membros da Corte Suprema.
Queiroga também criticou a atual gestão do Senado Federal, argumentando que a mesa diretora da Casa não demonstra interesse em pautar discussões sobre a conduta de ministros do STF. O político projetou que o debate sobre a reforma no Judiciário e a análise de possíveis crimes de responsabilidade devem se tornar pautas prioritárias para a próxima legislatura, buscando uma mudança no cenário político atual.

