O mercado brasileiro de aviação possui um potencial de crescimento significativo, podendo expandir entre 40% e 50% ou até dobrar de tamanho. Segundo o CEO da Aena Brasil, Santiago Yus, a alta dos preços das passagens ainda é o principal obstáculo para o aumento das viagens no país, embora exista espaço claro para a entrada de novas companhias aéreas e a ampliação da oferta de voos.
Atualmente, o setor vive um momento de estabilidade após um período difícil, marcado pela saída das três maiores empresas do país de processos de recuperação judicial. O executivo ressalta que a concorrência é fundamental para reduzir custos ao consumidor final, sendo necessário também superar desafios como a variação do preço dos combustíveis e a dependência do dólar para muitos dos custos operacionais das companhias aéreas.
O diagnóstico aponta que o tamanho continental do Brasil eleva os custos de deslocamento, especialmente para famílias ou turistas estrangeiros que desejam visitar múltiplos destinos. Para contornar esse cenário, o setor aposta na melhoria da infraestrutura turística, incluindo a ampliação da rede hoteleira, como forma de equilibrar a oferta e a demanda e tornar os preços das passagens mais competitivos para o público.
Para o futuro, a estratégia de crescimento envolve tanto a promoção de destinos brasileiros menos conhecidos no mercado internacional quanto a criação de pacotes turísticos mais atrativos. O setor defende que, com ajustes regulatórios e um ambiente econômico favorável, será possível fortalecer a conectividade regional e transformar o imenso potencial de exploração do país em demanda efetiva por novas rotas e voos.

