Os mercados globais iniciam esta terça-feira em ritmo de expectativa, voltados para a divulgação de indicadores econômicos cruciais que devem definir o comportamento das bolsas nos próximos dias. Após o Ibovespa alcançar a marca de 170 mil pontos, investidores aguardam por sinais claros sobre a política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, enquanto equilibram o otimismo com as incertezas que ainda pairam sobre o cenário geopolítico internacional.
No Brasil, o foco principal está na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para esta manhã, que trará detalhes sobre o recente corte da taxa Selic para 14,25%. O mercado tenta compreender o planejamento do Banco Central para os próximos meses, especialmente diante das projeções do boletim Focus, que estimam a taxa em 14% ao final do ano. Paralelamente, o Conselho Nacional de Justiça discute novas regras para dívidas bancárias, enquanto o país também se prepara para a divulgação de pesquisas eleitorais.
No cenário externo, os investidores acompanham os dados de emprego nos Estados Unidos e os relatórios de atividade industrial, conhecidos como PMIs, na Europa e Ásia. A movimentação no setor privado americano, através do relatório da ADP, e a inflação medida pelo índice PCE, que será revelada na quinta-feira, são fundamentais para antecipar os próximos passos do Federal Reserve. O preço do petróleo também permanece no radar, apresentando queda após sinais de estabilidade nas tensões envolvendo o Oriente Médio.
O cenário econômico ainda inclui a divulgação do PIB da Argentina, que cresceu 1,7% no primeiro trimestre, e leilões de títulos públicos americanos. Com uma agenda carregada de indicadores regionais e discursos de autoridades monetárias europeias, os mercados globais seguem ajustando posições. O fechamento do dia dependerá de como esses dados influenciarão a percepção de risco e o controle da inflação ao redor do mundo.

