Os mercados financeiros globais iniciam esta sexta-feira, 17, atentos a uma série de indicadores econômicos cruciais após um pregão marcado pela aversão ao risco. Investidores buscam sinais sobre a inflação, o ritmo da atividade econômica e a confiança dos consumidores no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, fatores que podem ditar o tom das negociações após a queda recente do Ibovespa.
No cenário brasileiro, o dia começou com a divulgação do IGP-10 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mede a variação de preços, seguido pela publicação do IBC-Br pelo Banco Central, índice frequentemente utilizado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Esses dados são fundamentais para que o mercado compreenda o atual momento da economia doméstica, especialmente após a pressão exercida sobre ações de grandes empresas e a valorização do dólar.
A agenda internacional também está carregada e inclui dados sobre a inflação e transações correntes na zona do euro, além de informações sobre o setor de construção e produção industrial nos Estados Unidos. O Federal Reserve, o banco central americano, divulgará números da indústria e o índice de sentimento do consumidor medido pela Universidade de Michigan, indicadores que ajudam a medir a saúde da maior economia do mundo e as pressões sobre os preços.
O clima de incerteza foi intensificado pelas tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, que resultaram na queda do Ibovespa no último pregão e na alta da moeda americana. Enquanto o Congresso Nacional se prepara para o recesso parlamentar, o mercado monitora esses desdobramentos e a repercussão das novas tarifas sobre produtos brasileiros, que devem entrar em vigor na próxima semana.

