O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou um aporte adicional de R$ 500 milhões para subsidiar o programa Minha Casa, Minha Vida neste ano. Com a atualização, o orçamento total destinado aos descontos na compra de imóveis subiu de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões em 2026, garantindo a continuidade das operações do programa habitacional.
Esses recursos funcionam como um subsídio que reduz o valor que as famílias precisam pagar na aquisição da casa própria. O benefício é voltado especificamente para as faixas 1 e 2 do programa, que atendem cidadãos com renda mensal de até R$ 5 mil. Até o momento, cerca de R$ 7,8 bilhões dos recursos previstos para 2026 já foram utilizados para facilitar a compra de moradias.
A medida atende a uma solicitação da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A entidade defende que o auxílio é indispensável, uma vez que o financiamento bancário não cobre a totalidade do custo do imóvel. Ao diminuir o valor da entrada, o desconto viabiliza o acesso à moradia para famílias de menor renda, mantendo o ritmo de novas contratações no setor imobiliário.
Vale ressaltar que este reforço orçamentário é válido exclusivamente para o ano de 2026. O planejamento financeiro referente aos anos de 2027 a 2029 ainda será debatido pelo Conselho Curador. A próxima reunião do órgão está prevista para o final de outubro, quando serão definidas as estratégias de investimento para o futuro do fundo.
