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“Mocinhos ou Bandidos?” Quem paga a Conta?

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Quem deve arcar com os custos da destruição do patrimônio e dos instrumentos democráticos de uma nação?

Embora boa parte da população tenha ficado estarrecida e surpresa com os atos de vandalismo orquestrados em Brasília, o que se observa é que não se trataram de manifestações espontâneas, como querem fazer crer os líderes do movimento radical bolsonarista.

Muito ao contrário, os atos preparatórios para a invasão da Praça dos Três Poderes vêm sendo orquestrados de maneira pública e notória há mais de 2 semanas, entre os principais perfis Bolsonaristas no País que estavam “guiando” os radicais para insuflar a destruição e violência que se assistiu nas últimas horas.

Não há como isentar influenciadores digitais e agentes públicos, que sejam por ação ou omissão, tenham elogiado manifestações golpistas nos QGs do exército, bloqueio das estradas, ou compartilhamento de notícias falsas.

Todos os meios de fomento, o que, obviamente incluem o financiamento dos atos golpistas, devem ser devidamente registrados, e processados com a devida atenção.

Entretanto, é fato que há um líder maior que responde pela ideologia golpista que se vislumbrar em todos os seus braços de ação espalhados como um vírus social.

O problema da segurança pública no Brasil que se assiste hoje, na realidade passa pela discussão sobre bases muito fundamentais dos valores pétreos da sociedade, pois ao não realizar o devido processo legal contra um presidente da república que atuou de forma contrária à defesa da vida, saúde e educação, e defesa das minorias, como ocorreu com o ex-presidente Bolsonaro, que não sofreu  Impeachment e completou seus 4 anos de mandato, isto sim, foi a principal falha do ponto de vista político e social.

Resta saber quais serão as atitudes práticas e jurídicas que serão tomadas, não só com aqueles que estiveram presencialmente nos atos de vandalismo cometidos, mas com todos aqueles que, durante os últimos 4 anos, estiveram de acordo, ou aplaudiram a dilapidação dos instrumentos democráticos.

A “aura” de supostos defensores da pátria e família cai por terra, por fim, com os atos perpetrados. Resta o questionamento sobre se os eleitores de Bolsonaro que supostamente defendem estes valores continuarão a apoiar estes movimentos.

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