O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou, nesta terça-feira (9), uma ação contra o senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), o cantor Wesley Safadão e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União). A medida aponta a suposta prática de propaganda eleitoral antecipada e conduta vedada a agente público, com base em episódios ocorridos durante os festejos de São João realizados no Parque do Povo.
Segundo o órgão, o caso teria ocorrido em 5 de junho, quando Wesley Safadão, durante sua apresentação, utilizou o gesto e a expressão “foguete”, símbolos associados à trajetória política de Efraim Filho. A representação destaca que o pré-candidato, que estava presente no evento, teria respondido ao gesto e posteriormente compartilhado conteúdos sobre o momento em suas redes sociais, o que, para o MPE, configuraria promoção eleitoral indevida em um ambiente de grande visibilidade pública.
O Ministério Público solicita a remoção imediata dos conteúdos publicados na internet e a preservação dos dados pelas plataformas digitais, além de pedir que os citados se abstenham de usar estruturas públicas para promover pré-candidaturas. O órgão pede a condenação dos envolvidos ao pagamento de multa de R$ 25 mil, ressaltando que, em relação ao prefeito Bruno Cunha Lima e ao senador Efraim Filho, também foi solicitado o pagamento de multa específica por conduta vedada a agente público.
A ação reforça que o São João de Campina Grande recebe aportes significativos de recursos públicos, o que impõe a observância aos princípios da impessoalidade e neutralidade administrativa. O MPE alerta ainda que a repetição de tais práticas pode ensejar uma análise sobre possível abuso de poder político e econômico, com consequências mais graves conforme a legislação, citando que orientações sobre as vedações eleitorais já haviam sido enviadas aos gestores municipais anteriormente.

