A MRV&Co projeta um cenário de crescimento para a sua receita nos próximos períodos, impulsionada pelo desempenho recente nos setores de vendas e produção de unidades. Segundo Ricardo Paixão, CFO da companhia, o aumento simultâneo na comercialização de imóveis e no volume de obras finalizadas estabelece uma base matemática sólida para essa perspectiva positiva, conforme apresentado na prévia operacional do segundo trimestre de 2026.
Durante o período analisado, a empresa registrou vendas líquidas de R$ 2,75 bilhões, um crescimento de 11,4% em comparação ao primeiro trimestre. O número de unidades comercializadas chegou a 10.148, enquanto a produção atingiu 10.922 unidades, marcando uma alta de 12,1% frente aos meses anteriores. Esses resultados reforçam a estratégia operacional da incorporadora em um mercado que busca retomar o ritmo de entregas.
Por outro lado, o grupo apresentou uma redução na geração de caixa consolidada, que passou de R$ 391,6 milhões para R$ 77,2 milhões no segundo trimestre. A empresa explicou que a queda não reflete problemas operacionais, mas sim o cronograma de recebimento de ativos da Resia, sua subsidiária nos Estados Unidos. Embora vendas importantes tenham sido concretizadas por US$ 139 milhões, o ingresso desses recursos está previsto apenas para o terceiro trimestre de 2026.
Para o futuro, a companhia segue focada na redução de seu endividamento e na otimização de seus ativos, apesar do cenário desafiador de juros e inflação nos Estados Unidos. O grupo encerrou o primeiro semestre com uma geração de caixa de R$ 468,8 milhões e mantém o compromisso com seu plano de desalavancagem. O desempenho das unidades de negócio, como a Urba e a Luggo, também continua sendo monitorado como parte da estratégia global do grupo MRV&Co.

