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O plano de Golpe incluía derrubar Alexandre de Moraes

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O plano previa gravar o Ministro do Supremo para induzir alguma palavra que caracterizasse desvio de conduta, anular as eleições e impedir a posse de Lula.

Conforme publicado pelo portal g1, Marcos do Val detalhou as motivações da denúncia na qual o senador afirma que o então presidente Jair Bolsonaro (PL) participou ativamente de atos conspiratórios de um golpe de estado.

Segundo afirmou, o ex-presidente teria presenciado o diálogo havido entre o senador convidado para a conversa e o então deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), logo após as eleições de outubro, na qual o deputado teria proposto uma ação golpista ao parlamentar, tudo sendo assistido, e por tanto com consentimento, de Bolsonaro, uma vez que o mesmo não se pronunciou em contrário.

A reunião teria ocorrido após a primeira aparição pública do ex-presidente, em 9 de dezembro, no famoso “cercadinho”, onde em seu breve discurso aos apoiadores disse de forma “enigmática” que seu futuro dependia dos seus apoiadores, uma clara declaração que manteve a militância acampada mesmo após um mês.

A preparação para reunião, convocada por Bolsonaro através do deputado Daniel Silveira foi cercada de cuidados incomuns e instruções de como chegar ao local do encontro de forma discreta, com localização mandada por GPS, e embarcar no carro de segurança da presidência longe dos holofotes, e sem registros na portaria.

Os planos para realização do golpe, segundo afirma Do Val, envolviam a não desmobilização dos acampamentos golpistas, o que de fato ocorreu. Além disso, a proposta seria de realizar uma gravação sem autorização alguma conversa que comprometesse o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, com o objetivo de derrubar o ministro do Supremo baseado em provas forjadas.

Eles me disseram: ‘Nós colocaríamos uma escuta em você e teria uma equipe para dar suporte, E você vai ter uma audiência com Alexandre de Moraes, e você conduz a conversa pra dizer que ele está ultrapassando as linhas da Constituição. E a gente impede o Lula de assumir, e Alexandre será preso“, relatou Do Val ao g1.

A proposta que o sendador detalhou foi totalmente verbalizada pelo então deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) – Bolsonaro estava na mesma reunião e indicou concordar com a ideia. A escolha dele como a agente da escuta se daria por ser “de confiança” e por conhecer o Ministro Alexandre de Moraes há mais de 10 anos.

Marcos do Val diz que pediu para analisar a proposta e responder em um segundo momento. Afirma ainda que foi cobrado de uma resposta no dia seguinte, e segundo mensagem que haveria recebido, Daniel Silveira o tentou convencer alegando que “apenas 3 pessoas” saberiam do plano, e que outras duas tomariam conhecimento somente após a realização da primeira etapa.

Na mesma mensagem o deputado escreve que ” Estarei em QAP até o comando do 01 para irmos lá” , o que significa que ele estaria de prontidão até ser comandado pelo então presidente.

E que, em seguida, relatou o caso ao próprio ministro Alexandre de Moraes no dia 14 de dezembro no intervalo do plenário. Ainda de acordo com o senador, Moraes ficou surpreso e considerou a proposta “um absurdo”.

Alie-se aos fatos narrados a minuta de decretação de Estado de Defesa encontrado na casa do ex-ministro Anderson Torres, onde o texto mirava especificamente o Tribunal Superior Eleitoral e seus ministros, determinando, segundo o rascunho quebra dos sigilos, acesso as dependências do Tribunal, e prisão por crime contra o Estado.

Não se tratam mais apenas de ilações, se forem observadas as provas tanto das conversas entre Daniel Silveira e o senador Marcos do Val, documentos de Anderson Torres, bem como o que foi visto em 8 de janeiro. Estamos presenciando a maquete do golpe que foi planejado no Brasil com a participação, supostamente, do então presidente Jair Bolsonaro.

Espera-se que as devidas apurações sejam realizadas e os fatos esclarecidos para que os valores democráticos não sejam colocados em risco por personagens que agem nas sombras do poder nacional.

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