A Polícia Federal (PF) notificou a presidente da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Fátima Felizzola, para prestar depoimento após declarações feitas por ela sobre a Operação Tempo de Despertar. A investigação ganhou repercussão porque a associação tem criticado a ação policial, que apura supostos desvios ligados à Receita Federal. O episódio levanta questões sobre a interação entre entidades de auditoria e a polícia em casos de corrupção, tornando o depoimento uma etapa importante para esclarecer os fatos.
A Operação Tempo de Despertar é conduzida pela Polícia Federal e investiga possíveis fraudes e irregularidades envolvendo servidores da Receita Federal. Em meio a essa investigação, Fátima Felizzola divulgou publicamente opiniões contrárias ao procedimento policial, afirmando que a operação poderia prejudicar o trabalho e a imagem da categoria dos auditores-fiscais. A intimação para o depoimento visa colher mais informações sobre as declarações feitas e o contexto em que ocorreram, buscando esclarecer se houve algum desacato ou interferência no processo investigativo.
Além dos questionamentos sobre a atuação da associação, a operação segue com o objetivo de identificar e responsabilizar os envolvidos nos supostos desvios que afetam a Receita Federal. A participação de representantes da Unafisco nas discussões aponta para um diálogo tenso entre entidades de fiscalização e os órgãos encarregados da investigação criminal. Esses desdobramentos reforçam a importância de um processo transparente para evitar prejuízos à credibilidade dos sistemas de controle e combate à corrupção no país.
O depoimento de Fátima Felizzola deve ocorrer nos próximos dias e faz parte das etapas processuais da investigação da Polícia Federal. Enquanto isso, a Operação Tempo de Despertar continua seu curso, com a expectativa de que contribua para esclarecer possíveis irregularidades internas na Receita Federal. O acompanhamento do caso é fundamental para entender o impacto dessas ações na integridade dos órgãos públicos e no fortalecimento do controle fiscal no Brasil.
