Um clima de tensão tem se instalado entre deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) após a divulgação de uma planilha atribuída ao delegado Alexandre Bacellar, ex-chefe da Polícia Civil do estado. O documento lista nomes de parlamentares supostamente envolvidos em irregularidades, o que provocou repercussão intensa no meio político fluminense. O episódio chama atenção por possíveis desdobramentos nas relações internas da Alerj, afetando decisões e alianças dentro do parlamento estadual.
A planilha divulgada contém uma série de nomes e informações que seriam resultado de investigações conduzidas por Bacellar enquanto esteve na Polícia Civil. Segundo relatos, o arquivo detalha supostos vínculos entre deputados e atividades ilícitas, ainda que não haja confirmação definitiva sobre a autenticidade ou a abrangência do conteúdo apresentado. Deputados envolvidos negam as acusações e pedem apuração oficial, enquanto as bases políticas tentam administrar o impacto dos dados revelados.
Além das tensões pessoais, a situação traz à tona o ambiente de cobrança por transparência e combate à corrupção dentro da política do Rio de Janeiro. O caso também pode influenciar a imagem da Alerj diante da sociedade, em um momento em que órgãos de controle reforçam o monitoramento das práticas governamentais. Investigações e possíveis investidas jurídicas poderão surgir a partir dos próximos passos da operação relacionada à planilha, que deve seguir sendo analisada pelas autoridades competentes.
Enquanto as autoridades avaliam a veracidade dos documentos e as acusações ali contidas, os deputados da Alerj permanecem em um momento de instabilidade política interna. A expectativa é que os fatos se esclareçam nos próximos dias por meio de apurações oficiais, que possam definir responsabilidades e conduzir à solução dos conflitos gerados. O cenário aponta para um processo delicado de balanço entre a justiça e a atuação legislativa do estado.
