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PM confunde pedaço de madeira com fuzil e mata catador no Rio

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Mais uma vítima da violência institucionalizada: catador de recicláveis segurava um pedaço de madeira no quintal de casa quando foi alvejado durante operação na Cidade de Deus, no Rio

Nesta quinta-feira (5/1) em uma operação da Polícia Militar na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro vitimou um catador de recicláveis, conhecido pelo apelido de Lord, entretanto não se tratou de mais um caso de bala perdida, mas sim que um dos PMs envolvidos na ação confundiu um pedaço de madeira, fruto de suas reciclagens, que a vítima segurava com um fuzil.   

Deficiente mental, o morador tinha cerca de 50 anos, e os disparos que o vitimaram do quintal de sua casa, onde morava sozinho. A operação é coordenada pelo 18º BPM, de Jacarepaguá.

Segundo o jornal comunitário Cdd Acontece, a operação policial começou desde cedo e o homem foi morto na localidade conhecida como Pantanal. Por volta das 8h50, quando não havia mais confrontos.

“As vias estão abertas normalmente. Recomendamos que evite circular. Faça contato com amigos e familiares para saber como está a área que mora ou tem que passar”, informou o jornal comunitário nas redes sociais.

A PM do Rio informou que a corporação já instaurou um procedimento para averiguar as circunstâncias da morte, e informou que a operação tinha o objetivo de realizar a prisão de criminosos que atuam no crime organizado daquela localidade e praticam diversos roubos na região, além de apreender armas de fogo e recuperar veículos roubados.

Segundo as alegações da corporação os policiais foram atacados a tiros em diversos pontos da comunidade e equipes do Bope apreenderam um fuzil calibre 5,56.  “De acordo com policiais do 18º BPM, uma equipe da unidade se deslocava pela localidade do Pantanal, uma área historicamente conflagrada, quando se deparou com um homem conduzindo o que aparentava ser um fuzil, pendurado em uma bandoleira. Os policiais efetuaram disparos e o atingiram.

Os problemas evidenciados por mais uma morte em uma comunidade do Rio de Janeiro levanta questões que são graves, multifatoriais, mas que necessitam de políticas públicas sérias, para que noticias como esta não sejam apenas mais uma entre tantas, quase que repetidas diariamente nos estados Brasileiros, e vitimizam, notadamente, pessoas pretas.

Impossível não lembrar da música “A Carne” música composta por Seu Jorge, Marcelo Yuca e Wilson Capellette, que ganhou espaço na Música Popular Brasileira na voz de Elza Soares, pois eventos como este continuarão a se repetir enquanto “a carne mais barata do mercado for a carne negra”.

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