A prévia da inflação oficial do Brasil, conhecida como IPCA-15, registrou alta de 0,32% em outubro de 2026. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra uma desaceleração importante em comparação ao mês de setembro, quando o índice havia atingido 0,70%. Embora o ritmo mensal tenha diminuído, a inflação acumulada nos últimos 12 meses subiu de 4,47% para 4,62%.
O indicador é utilizado para monitorar a variação de preços em nove grupos de produtos e serviços. Em outubro, oito desses grupos apresentaram alta, sendo o setor de Alimentação e bebidas o responsável pelo maior impacto no resultado, com um avanço de 0,88%. Dentro dessa categoria, itens básicos da mesa dos brasileiros, como tomate, cebola, batata-inglesa e arroz, registraram as variações mais expressivas, pressionando o custo de vida das famílias.
Por outro lado, o grupo Habitação ajudou a segurar o índice, sendo o único a registrar queda de 0,10% no período. Esse alívio foi motivado principalmente pela mudança na bandeira tarifária da energia elétrica residencial, que passou de amarela para verde, eliminando a cobrança extra na conta de luz. Enquanto isso, os combustíveis tiveram alta, com destaque para o diesel e o etanol, embora o setor de transportes como um todo tenha mantido um crescimento contido.
No cenário geral do ano, o IPCA-15 acumula uma alta de 4,15%. O monitoramento mensal segue essencial para observar como as oscilações em diferentes setores da economia, como o impacto dos preços dos alimentos e os ajustes nas tarifas de serviços básicos, continuam influenciando o poder de compra e o comportamento da inflação no Brasil ao longo de 2026.

