Representantes de diferentes candidaturas à presidência se reuniram nesta terça-feira, 25, em São Paulo, para debater os rumos da economia brasileira. O encontro, focado no ajuste das contas públicas e na reforma do Estado, evidenciou que, apesar de diagnósticos comuns sobre o excesso de despesas obrigatórias, existem estratégias distintas entre o atual governo e os grupos de oposição.
O debate central gira em torno da necessidade de controlar os gastos públicos para abrir margem para investimentos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou a importância de manter o arcabouço fiscal vigente, defendendo uma transição gradual que inclua a revisão de benefícios tributários e o combate a supersalários no Judiciário e no Ministério Público, medida que, segundo ele, ainda aguarda maior avanço junto aos demais Poderes.
Em contraponto, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), representada por Daniella Marques, defende mudanças mais céleres. A proposta inclui uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de ajuste fiscal já nos primeiros 100 dias de um eventual mandato, além de focar na simplificação burocrática, na redução de impostos e na revisão da gestão de imóveis da União como pilares para reorganizar a estrutura administrativa do país.
O cenário econômico permanece como tema prioritário nas discussões eleitorais, visto que o ajuste fiscal é apontado como peça-chave para que o Brasil recupere o grau de investimento. Enquanto o governo atual aposta no diálogo e na continuidade de políticas graduais, as campanhas oposicionistas sinalizam o uso de capital político imediato para implementar reformas estruturais profundas e reduzir o impacto da dívida pública.

