Os candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam visões distintas para a política habitacional brasileira neste segundo turno das eleições de 2026. Com o pleito marcado para este domingo, 25 de outubro, as propostas de ambos os postulantes ao cargo ocupam o centro do debate, focando na expansão do acesso à casa própria para a população de baixa renda.
Lula defende a continuidade e a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida, que registrou 2,7 milhões de moradias contratadas desde 2023. O plano petista inclui a modalidade Compra Assistida, voltada à aquisição de imóveis prontos, além do uso de terrenos da União e incentivos ao programa de reformas residenciais. O objetivo é manter o foco em famílias vulneráveis e ampliar obras de urbanização e saneamento básico nas periferias por meio do programa Periferia Viva.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro propõe a retomada do programa Casa Verde e Amarela, estabelecendo uma meta de viabilizar 2,5 milhões de novas residências. O projeto do senador enfatiza a oferta de taxas de juros reduzidas para os financiamentos habitacionais e reforça a importância da regularização fundiária, propondo que a escritura do imóvel seja registrada, preferencialmente, em nome da mulher.
Apesar das divergências estratégicas, ambos os programas buscam combater o déficit habitacional no país através de subsídios e facilitação de crédito. Embora apresentem metas quantitativas, os planos registrados pelos candidatos no Tribunal Superior Eleitoral não detalham o orçamento específico ou os prazos exatos para a implementação das novas medidas, deixando o cenário para os próximos quatro anos dependente das definições orçamentárias futuras.

