A reforma tributária tornou-se o principal desafio para o setor empresarial no Brasil pelos próximos três anos. Segundo um estudo realizado pela consultoria EY com 214 líderes de mercado no país, essa pauta lidera o ranking de preocupações corporativas, superando incertezas sobre o cenário econômico e mudanças nos hábitos de consumo da população.
O levantamento, que faz parte de uma análise mais ampla com quase duas mil lideranças em 18 países, revela que 38% dos executivos brasileiros consideram as alterações nas regras fiscais como o ponto de maior atenção para suas estratégias. Termos como o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) integram o novo sistema tributário, que passou a ser implementado em 2026.
Além da questão fiscal, os empresários apontam outros desafios relevantes, como o cenário econômico global (citado por 27%), variações nas preferências dos clientes e os riscos específicos de cada setor. A entrada de novos concorrentes e o clima de incerteza política local também aparecem no radar de prioridades, refletindo um ambiente de negócios que exige adaptação constante a novas variáveis externas.
Segundo Leonardo Donato, da EY, o tema deixou de ser um assunto exclusivo dos departamentos contábeis para se tornar central na estratégia das companhias. A transição para o novo modelo tributário exige ajustes profundos que englobam desde a revisão de preços, contratos e capital de giro até a atualização completa dos sistemas de tecnologia e gestão das empresas.
