Início Brasil Saneamento no Brasil: o desafio para universalizar água até 2033

Saneamento no Brasil: o desafio para universalizar água até 2033

O Brasil vive uma transformação significativa em sua infraestrutura básica com o objetivo de universalizar o acesso à água e ao esgoto até 2033. Projetos como a instalação de redes adaptadas em áreas de palafitas, em Manaus, exemplificam como investimentos estratégicos estão mudando a realidade de comunidades que historicamente conviviam com saneamento precário e esgoto a céu aberto.

O atual cenário é fruto do marco regulatório do saneamento, aprovado em 2020, que estabeleceu metas ambiciosas para o país: garantir que 99% da população tenha água potável e 90% conte com coleta e tratamento de esgoto. A iniciativa busca reverter um déficit histórico, onde ainda existem cerca de 35 milhões de brasileiros sem acesso a água tratada e metade da população sem serviços de esgoto, problemas que não se restringem apenas a regiões menos desenvolvidas.

Para viabilizar essas metas, o setor passou por uma intensa onda de concessões e privatizações, com mais de 60 leilões realizados. Empresas têm aportado bilhões de reais em infraestrutura e novas tecnologias, com destaque para operações em estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A participação do setor privado cresceu de menos de 10% em 2017 para aproximadamente 30% atualmente, sendo vista como fundamental para ampliar o alcance das obras.

A expectativa é que, com a continuidade dos investimentos, o país alcance níveis de cobertura muito superiores aos atuais. Enquanto novos projetos avançam, como a antecipação da universalização em São Paulo para 2029, especialistas apontam que o sucesso do plano depende da manutenção da segurança jurídica e da atração constante de investidores para que o setor continue evoluindo em sua capacidade de atendimento.

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