A saúde pública estadual foi o centro de um confronto direto entre os candidatos ao Senado Federal, João Azevêdo (PSB) e Rinaldo Júnior (DC), durante um debate recente. O embate destacou visões distintas sobre a eficiência dos serviços prestados à população paraibana, com foco especial na assistência oferecida aos moradores do interior do estado.
Durante o debate, João Azevêdo defendeu a gestão estadual citando números de programas como o Opera Paraíba, que teria realizado quase 300 mil cirurgias, e o Coração Paraibano, com cerca de 45 mil atendimentos. Além disso, destacou a descentralização de serviços especializados, como a instalação de centros de hemodiálise, um equipamento de hemodinâmica no Sertão e a criação de um acelerador linear em Patos para o tratamento de câncer, visando reduzir o deslocamento de pacientes para a capital e Campina Grande.
Em contrapartida, Rinaldo Júnior questionou a eficácia prática dessas políticas públicas. O candidato mencionou que muitos cidadãos, como os moradores de Santa Rita, enfrentam longas filas de madrugada para obter fichas de atendimento nas unidades básicas de saúde. Como alternativa, Rinaldo propôs a criação de um aplicativo voltado para o agendamento e acompanhamento de consultas, visando dar mais transparência e agilidade ao processo de marcação para os pacientes da rede pública.
O debate seguiu com críticas de Rinaldo sobre o uso político das estruturas de saúde, enquanto João Azevêdo reafirmou o papel de investimentos em UTIs aéreas e infraestrutura como avanços significativos. O encerramento do confronto focou na divergência sobre a qualidade do serviço: enquanto o atual governo aponta os índices alcançados como prova de sucesso, a oposição defende que a validação do sistema deve vir diretamente da experiência cotidiana vivida por quem depende do atendimento público.
