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Seca paralisa uma das maiores hidrelétricas do país

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Usina instalada no Rio Madeira é a quarta maior do país e responsável por cerca de 4% do consumo nacional de energia em época de cheia

A Usina de Santo Antônio, localizada em Porto Velho (RO), foi desligada no último domingo (1º/10) devido à seca na Amazônia, e não há previsão de retomada de sua operação. Esta é a primeira vez que a hidrelétrica é desativada devido à falta de chuvas na região.

A decisão de desligar a usina foi tomada pela Santo Antônio Energia, em conjunto com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), devido aos baixos níveis de vazão no rio Madeira, que estão aproximadamente 50% abaixo da média histórica. A Usina de Santo Antônio é a quarta maior do Brasil e normalmente responde por cerca de 4% do consumo nacional de energia durante as épocas de cheia. Entretanto, em períodos de escassez de chuva na Região Norte, sua contribuição para a geração de eletricidade no país é reduzida.

No entanto, a interrupção da usina não deve causar uma crise de abastecimento de energia, devido ao alto índice de chuva em outras regiões do Brasil. Isso permite que o sistema de geração de energia do país seja reorganizado para lidar com a parada temporária da usina.

É importante destacar que a Usina de Santo Antônio foi projetada para minimizar seu impacto ambiental e opera com um pequeno reservatório que não é capaz de estocar grandes volumes de água. Sua geração de energia depende da quantidade de água (vazão) que flui pelo rio para acionar as turbinas, o que a torna mais sensível às variações na vazão de água.

A seca na Amazônia, que tem afetado a região nos últimos tempos, é uma preocupação crescente, e dados do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que ela pode alcançar níveis recordes este ano, com a possibilidade de se estender até janeiro de 2024. A expectativa do governo do Amazonas é que a seca afete a distribuição de água e alimentos para cerca de 500 mil pessoas na região. Além disso, a navegação fluvial, que é crucial para a locomoção da população e a entrega de suprimentos na Região Norte, deve ser impactada pela seca, assim como o aumento das queimadas, o que prejudicará milhares de pessoas que dependem dos rios da região.

Estima-se que afluentes importantes para a formação do rio Amazonas, como o Negro, o Solimões, o Juruá, o Madeira, o Purus e o Xingu, terão vazões abaixo da média histórica devido à seca, de acordo com dados da Agência Nacional de Águas (ANA).

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