O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1 será levada ao plenário na próxima semana. Com sessões agendadas para terça, quarta e quinta-feira, a medida coloca em debate a mudança na jornada de trabalho, que passaria de seis dias de atividade para cinco, garantindo dois dias de folga sem alteração nos salários dos trabalhadores.
A proposta central da PEC é a alteração da carga horária semanal. Atualmente, o modelo permite o trabalho por seis dias seguidos com apenas um de descanso. Com a mudança, o objetivo é consolidar o modelo de cinco dias trabalhados para dois de folga. Para que a alteração seja aprovada na Casa, é necessário o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação exigidos pelo processo legislativo.
Até o momento, o Senado já finalizou três das cinco sessões de discussão que são obrigatórias antes da primeira votação. No entanto, existe uma movimentação política para acelerar esse rito. Caso seja possível reunir 54 assinaturas para um requerimento de calendário especial, o processo pode ser agilizado, permitindo que a votação ocorra ainda antes do final do período eleitoral. Se o Senado realizar qualquer modificação no texto original, a matéria terá que retornar à Câmara dos Deputados para uma nova análise.
O cenário político sobre o tema divide articulações internas. Enquanto setores da base governista buscam acelerar o trâmite, argumentando que os atuais parlamentares possuem mandato ativo até janeiro de 2027, integrantes da oposição defendem o cumprimento dos prazos regimentais completos. O desfecho dessa votação dependerá da capacidade de negociação entre as lideranças partidárias nos próximos dias, mantendo-se o cronograma de debates estabelecido pela presidência do Senado.

