Início Brasil Shoppings no Brasil: como o setor se reinventou após a pandemia

Shoppings no Brasil: como o setor se reinventou após a pandemia

Cinco anos após o início da pandemia de covid-19, os shopping centers brasileiros atravessam um período de transformação, deixando de ser apenas centros de comércio para se tornarem centralidades urbanas. O setor, que enfrentou um cenário crítico de esvaziamento e restrições de funcionamento em 2020, conseguiu superar a crise e hoje registra um desempenho comercial superior ao período pré-pandemia.

Durante o auge do isolamento, o fechamento das lojas físicas impulsionou fortemente o comércio eletrônico, que saltou de 90 bilhões para 126,4 bilhões de reais em faturamento. Para reagir, as administradoras de shoppings focaram na reciclagem de seus portfólios, priorizando ativos mais rentáveis e investindo na modernização dos espaços. Esse movimento reflete uma mudança na relação com o público, que passou a frequentar esses locais com objetivos que vão além das compras.

Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) apontam que o tempo médio de permanência dos visitantes subiu para 3 horas e 20 minutos, contra cerca de uma hora há duas décadas. Atualmente, mais da metade dos empreendimentos no país passa por reformas ou processos de expansão, conhecidos como retrofit. O objetivo das empresas é oferecer experiências de convivência, gastronomia e serviços que justifiquem a visita prolongada.

O cenário atual mostra um setor resiliente, com grandes administradoras como Allos, Multiplan e Iguatemi superando as metas de vendas de 2019. Ao apostar na localização privilegiada, na curadoria de marcas internacionais e no conceito multiúso, os shoppings brasileiros se consolidaram como pontos estratégicos de convivência nas cidades. A tendência é que esses espaços continuem evoluindo para atender às novas demandas de consumo e lazer da população.

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