A startup brasileira Guarda Digital lançou, neste mês de maio, uma plataforma inovadora voltada para a organização e proteção de bens digitais, senhas e documentos pessoais. O serviço funciona como um cofre virtual destinado a facilitar o acesso de familiares a informações importantes em caso de falecimento, permitindo o planejamento do legado digital de forma centralizada e segura.
O funcionamento do sistema baseia-se na definição de “guardiões” e beneficiários, que são as pessoas autorizadas a acessar conteúdos específicos, como orientações funerárias e mensagens particulares, apenas após a confirmação do óbito. Para garantir a segurança dos dados, a tecnologia utiliza um método de fragmentação de chaves criptográficas, o que impede que qualquer pessoa tenha acesso integral e isolado aos arquivos antes do momento adequado.
Essa novidade surge em um momento de debates sobre a sucessão digital no país, reforçados pelo Projeto de Lei 4/2025, que tramita no Senado. A proposta busca atualizar o Código Civil para reconhecer formalmente ativos digitais, como contas em redes sociais e arquivos com valor econômico, como parte integrante da herança de uma pessoa, oferecendo mais segurança jurídica para as famílias.
A criação do serviço, que opera na infraestrutura em nuvem Microsoft Azure, foi motivada pela experiência pessoal do fundador Sidney Pedrotti. O objetivo central da plataforma é reunir, em um único ambiente digital, informações financeiras, documentos jurídicos e instruções necessárias, simplificando a burocracia enfrentada pelos sucessores e garantindo que os desejos e dados do titular sejam preservados e transmitidos corretamente.
