O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a empresa Meta, proprietária do Instagram, Facebook e WhatsApp, apresente esclarecimentos técnicos em até 48 horas. A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze busca entender se houve uma redução deliberada no alcance de publicações da coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, um questionamento que coloca em pauta a transparência nas redes sociais durante o período eleitoral.
A medida atende parcialmente a uma solicitação da campanha petista, que acusa a plataforma de restringir o conteúdo de seus perfis enquanto beneficiaria o impulsionamento de publicações ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro. Na prática, a coligação alega que o algoritmo das redes estaria sendo usado de forma seletiva, prejudicando a visibilidade de seus materiais e impactando a igualdade de condições na disputa eleitoral, o que a Meta nega veementemente.
Para embasar a análise, o ministro solicitou que a empresa preserve registros, dados de anúncios e métricas detalhadas de moderação desde o dia 16 de agosto. A Meta deverá informar detalhadamente se houve intervenções como exclusão de recomendações ou restrições de busca nos perfis citados. Além disso, a empresa precisa explicar por que a conta de anúncios da campanha de Lula foi desabilitada em setembro e como funciona a aplicação de suas regras de recomendação para os candidatos.
Em resposta aos questionamentos, a Meta afirmou, por meio de nota, que as acusações de favorecimento não têm respaldo nos fatos. A companhia argumentou que eventuais problemas técnicos relatados não foram exclusivos ao Brasil ou direcionados a contas específicas. Agora, o tribunal aguarda os dados técnicos para avaliar o pedido de urgência feito pela coligação, enquanto a empresa reforça seu compromisso com a isonomia entre os candidatos.
