A três dias das eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que a empresa Meta forneça, em até 24 horas, um relatório técnico detalhado sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A decisão atende a uma solicitação da campanha do senador Flávio Bolsonaro, que acusa o grupo de manipular indevidamente as tendências de busca em plataformas digitais e redes sociais.
Na prática, a justiça solicita que a empresa responsável pelo WhatsApp, Facebook e Instagram apresente uma análise minuciosa sobre a estrutura do canal. O relatório deve conter metodologias, critérios de engajamento e a forma como o conteúdo circula entre os usuários. A ordem judicial também exige a identificação de possíveis comportamentos coordenados e a preservação de todos os registros de dados relacionados a esse grupo específico.
Além de explicar o funcionamento do canal, a Meta deverá comprovar que está seguindo rigorosamente o Plano de Conformidade estabelecido pelo TSE para o período eleitoral. A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro alega que o canal seria utilizado para organizar buscas em massa de termos negativos contra o senador, como “Flávio miliciano” e “Flávio Comando Vermelho”, visando impactar os resultados de busca e a percepção pública.
Com essa determinação, o tribunal busca esclarecer se houve manipulação de algoritmos ou interferência indevida no processo de informações que circulam nas redes sociais durante a reta final da campanha. O cenário aguarda agora a manifestação da Meta, que deverá enviar o documento solicitado pelo ministro dentro do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para garantir o cumprimento das normas vigentes.

