O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão proibidos de realizar novas veiculações de uma postagem que associava o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro e a milícias. A decisão foca em impedir que o conteúdo seja impulsionado ou republicado, mantendo o debate sobre a liberdade de expressão e a veracidade das informações no período eleitoral.
A medida atinge três páginas ligadas à campanha de Lula: o perfil oficial “Brasil com Lula”, o ex-deputado federal Marcelo Freixo e o comunicador Lázaro Rosa. A polêmica girou em torno de uma imagem compartilhada pelo grupo que dizia: “Quem vota em Flávio, vota em Vorcaro, vota na milícia, vota no Trump”. Na prática, a decisão judicial entende que não foram apresentados elementos suficientes para sustentar tais associações com atividades criminosas.
A defesa de Flávio Bolsonaro recorreu ao tribunal questionando a veracidade das acusações. Segundo os advogados, a vinculação a Vorcaro e a milícias extrapolava o limite da crítica política permitida. Por outro lado, a equipe jurídica do senador ressaltou que a menção ao nome de Donald Trump na mesma postagem não foi contestada, por ser considerada uma interpretação do cenário político internacional.
Embora o magistrado tenha vetado a circulação do material, ele não ordenou a remoção das publicações que já estavam no ar, restringindo-se a impedir a repetição ou o impulsionamento do conteúdo. O caso reforça o papel da Justiça Eleitoral em monitorar o compartilhamento de informações que liguem figuras políticas a crimes sem provas concretas, estabelecendo limites para a propaganda digital.

