A Uber iniciou uma ampla reestruturação interna que impactará cerca de 10% de seu quadro global de colaboradores. Com operações em mais de 70 países, a companhia busca simplificar sua estrutura organizacional e otimizar processos internos. A medida ocorre em um momento em que a empresa reporta um crescimento expressivo em sua receita, que quase triplicou nos últimos cinco anos.
O plano de reorganização envolve o corte de níveis hierárquicos e a unificação de departamentos. Segundo o CEO da companhia, Dara Khosrowshahi, o crescimento acelerado da marca tornou a estrutura interna complexa demais, gerando excesso de coordenação entre equipes. A empresa identificou que muitos profissionais gastavam mais tempo alinhando projetos do que focando no desenvolvimento de produtos e no atendimento aos consumidores.
Na prática, a companhia reduziu em 20% o número de funcionários que estavam a sete ou mais níveis hierárquicos da presidência e cortou pela metade as chamadas “microequipes”, grupos liderados por gestores que supervisionavam apenas um ou dois subordinados. Além disso, a empresa alterou sua política de trabalho remoto, passando a exigir uma presença maior das equipes no escritório, restringindo o modelo de home office a apenas 1% do quadro total.
Os profissionais afetados pelo desligamento já foram comunicados, ressalvadas as regiões onde a legislação local exige trâmites específicos. A expectativa da gestão é que a nova estrutura, mais enxuta, proporcione maior clareza nas responsabilidades, acelere a tomada de decisões e permita que os colaboradores dediquem mais tempo à execução de suas atividades principais, aumentando a eficiência da operação em escala global.
